
Porque quando temos medo acabamos fazendo coisas que nunca imaginamos?
Sabe aquele medo de viver eternamente sozinha? É acabamos casadas com nossa melhor amiga/o, apenas para não dizer que nunca tentou. Pois é até onde realmente tentamos algo? Sinto que na primeira barreira pensamos em desistir, as vezes seria bom desistir, ou seria melhora ainda tentar? Tantas questões se passam em nossa mente em Miles segundos, qual o caminho certo, a escolha mais adequada no momento, são inúmeras perguntas que nem sempre estamos preparados adequadamente para responder, respostas estas que não se encontram em livros, em conto, nem no Google, resposta esta que se encontra dentro de nós mesmos, dentro de uma mente complexa que pensa rapidamente, mas que dentro dela se encontra o medo de errar, o medo de acertar, o medo do medo que temos de tudo que se mostra diferente do usual, medo da nossa própria reação que sempre é a pior ou a melhor que as dos outros, pois tal reação nos marca infinitamente mais que qualquer outra, pois tal reação SAE de dentro de nós mesmos, é exatamente o que tal coisa nos representou, não foram simples palavras de um observador de vida, mas sim a reação do maior observador de nossas vidas, nós mesmos. É tão egocêntrico dizer que nós comandamos nós mesmos, mas talvez essa seja a palavra mais adequada, pois só nós apenas nós, temos a capacidade de sentir e tal capacidade de enfrentar nossos medos, será que giramos em torno de nossa mente ou nossa mente gira em torno de um todo? Mistérios do nosso próprio medo, mistério que criamos caminhos diferentes a cada dia, apenas para não enfrentar a nós mesmos...
Às vezes a solidão assusta, e assusta apenas por estarmos com nós mesmos, com nossos pensamentos, com nossos medos, medo que se mostra maior quando temos medo de ficar sozinhos eternamente e acabar conhecendo nosso maior amigo e nosso maior inimigo, nós mesmos, mas há pessoas que não tem medo de se conhecer e sabe lidar tranquilamente com esse amigo e inimigo, pois um dia se conhecendo a fundo os outros deixam de ser incógnitas, passam a ser mais presente, tudo pode perder um pouco de graça, pode-se tornar mais “advinhável” , mas não é chato viver e conviver num mundo onde tudo parece ser lembranças, onde tudo deixou de ser uma surpresa e passou a ser óbvio, eu achava chato olhar para o céu e ver as nuvens mudando de posição, mas com o tempo passei a compreender tais movimentos e comecei a achar interessante, um dia tive medo de estar só, mas hoje eu tenho medo muita das vezes de estar acompanhado, pois nós humanos somos assim, quando achamos que temos tudo, olhamos para o lado e percebemos que não temos nada e novamente começa a busca do que não temos e a batalha contra nossos medos e principalmente a batalha eterna contra a solidão.
By Thata/ Thaís Alves 14/07/2009